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“Um dia seremos civilizados”

Saiu ontem, n’O Jornal de Negócios, um artigo de opinião da autoria de Leonel Moura, intitulado “carne podre”.

Começa desta forma:

“No futuro seremos vistos como muito primitivos. Os nossos descentes reconhecerão a imaginação e a criatividade, capaz de inventar o computador e viajar pelo espaço, mas não deixarão de notar que ao mesmo tempo somos extremamente agressivos, passamos o tempo em violências e guerras, mas sobretudo temos um enorme desprezo pela restante vida.

Imagino que no futuro olharão para nós como hoje vemos os romanos. Notáveis na organização, na criação de leis e na arquitetura, mas divertindo-se a ver pessoas devoradas por leões ou massacradas na arena.A forma como tratamos os outros animais não será esquecida no futuro. Vistos como objetos que podemos maltratar e massacrar sem remorso, são usados para os mais abjetos fins. Desde o divertimento à romana, com as touradas, as corridas ou o circo, à caça, verdadeiro desporto de sádicos assassinos, até lhes tirarem a pele para fazer casacos para as senhoras ou os torturarem diabolicamente nos laboratórios para garantir que o champô não arde nos olhos das criancinhas. Tudo com a ajuda dos veterinários, essa profissão que existe para legitimar o mau trato dos animais e não, como certos jovens inocentes imaginam, para os defender. Os veterinários são os Dr. Mengele desta história.”

Podem ler o artigo completo aqui.

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O admirável mundo dos cogumelos 🍄 

Neste último mês criei uma nova rotina: todos os sábados de manhã vou laurear a pevide para um mercado aqui perto de casa. Depois de experimentarmos produtos frescos e de qualidade já não se quer outra coisa. E lá vou eu, toda contente, com um saco gigante, recolher os verdes que mais gosto (já faltou mais para levar aqueles sacos de compras com rodas). Costumo comprar espinafres, brócolos, grelos, salsa, alho francês, cenouras e fruta. Mas mais recentemente encontrei dois vendedores que fazem produção de cogumelos. E descobri todo um novo mundo. Ele é shiitake, ele é shimeji e  até eryngii. Fora aqueles que já conhecia e tinha provado. Mas vamos por partes. Comecemos pelo shimeji.

Só para vos aguçar o apetite: é considerado o cogumelo mais delicioso pelos japoneses. E eu confirmo. Mas o melhor mesmo são as propriedades medicinais e os nutrientes que o compõem; então:  é uma óptima fonte de B12 (ah pois é! Toma lá! Grande shimeji, a mostrar quem é o boss!); ajuda a prevenir a osteoporose e algumas doenças oncológicas; tem imensas fibras, proteína e vitaminas. E, como se não bastasse… tem poucas calorias! Por isso, podemos enfardar à vontade que dá para manter a coisa fit. E deixo uma dica simples para confeccionar esta pequena maravilha: coloquem apenas alho e azeite numa frigideira; adicionem os cogumelos e acrescentem uma pitada de sal. Demora cerca de 10 minutos. Sirvam numa fatia de broa. Fica fantástico!

Relativamente ao pleurotus eryngii (é conhecido por cogumelo do cardo; mas achei por bem dizer-vos o nome pomposo para dar mais nas vistas), a única coisa que me apraz dizer é: isto é bom para caraças. Para além de reforçar o nosso sistema imunitário, estes cogumelos possuem propriedades hipoglicémicas, diminuem a pressão arterial e o nível de colesterol e possuem ação anti-inflamatória e anti-tumoral.

Eu sei. O aspecto é um pouco… fálico, vá.

Então: basta cortar o cogumelo em fatias e fazer um bom estrugido, à semelhança do anterior. Mas, neste caso, coloquem umas gotas de limão e bastante salsa. Fica a saber a peixe. Podem não acreditar, mas é verdade. Tem um sabor adocicado que faz lembrar o sabor das lulas. Portanto, é ideal para uma “caldeirada” vegan. Já sabem, o segredo está sempre nos temperos. Experimentem! E depois digam que tal 😊😉

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“vegan: everyday stories”

Ao final do dia “chamou” as galinhas para lhes dar comida. Foram todas, a correr, ter com ela; com excepção de uma. Estava caída e não se conseguia levantar. Aproximou-se dela e perguntou se estava tudo bem. Tentou pegar nela, gentilmente, mas a galinha entrou em colapso. Tinha uma lesão nos tendões e os músculos estavam enfraquecidos. Decidiu levá-la para o interior da sua casa. Durante dois dias dedicou-lhe a sua atenção; deu-lhe aveia e anti-inflamatórios naturais.

A galinha melhorou. Começou a voltar a andar. E partilha então, emocionada:

“Antes de me tornar vegan, adorava sanduíches de frango. Comecei a sentir alguns conflitos interiores: como é que posso cuidar e amar uma galinha e comer as outras? Recordo-me, claramente, de estar a cuidar da pata dela, na minha cozinha e pensar como é que eu como pernas de frango e estou a cuidar de uma?… Desatei a chorar. Senti-me horrificada.”

A história de Renee King-Sonnendesta dá arranque ao documentário delicioso que tive a oportunidade de assistir ontem à noite: “Vegan: Everyday Stories”, produzido pela Americonic Films em associação com a Nortwest VEG. É uma lufada de ar fresco sobre o veganismo que nos surge de todas as formas, tamanhos, cores, etnias, idades e géneros. Com um factor comum: a compaixão. Pelos animais, pelo planeta e pela própria vida.

Mas há mais: a história da pequena Genesis Butler, do ultra-runner Yassine Diboun, do jogador de futebol americano David Carter, do músico Moby,… entre outras, igualmente deliciosas.

O documentário encontra-se disponível no youtube, neste link. Aconselho. Aconselho muito.

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pessoas…. tenho tanta coisa para partilhar com vocês!

Pois é. Nem sei por onde começar.

De qualquer forma, não podia deixar de vos dizer que estava ANSIOSA que chegasse sábado, para me instalar confortavelmente no sofá e actualizar as últimas novidades neste nosso espacinho! Quero partilhar várias informações: receitas simples e práticas, produtos vegan que chegaram ao mercado, workshops que estão aí a rebentar por todos os cantinhos do nosso Portugal e até os últimos documentários que tenho assistido.

Sobre os novos produtos vegan que estão a chegar ao mercado: especial atenção à marca Pura Vida (Pingo Doce). As grandes superfícies já vendem pastéis de tofu com palmito (100% vegetais) e… gelado de baunilha 100% vegetal (sem lactose).

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E já que estamos numa de gelados… e porque “a felicidade deve ser para todos”: a Olá acaba de lançar dois novos cornettos; um sem glúten e outro VEGAN (feito com bebida de soja). Yeiiiiiiii!!!! Não sei quando irá chegar a Portugal, mas espero que seja em breve! 🙂

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Já agora… o Pingo Doce também vende um guacamole delicioso (1,99€) e o creme gelado de Açaí (da Supera Amazon Fruits) segue o mesmo caminho (neste caso o preço não é tão simpático – 3€49… mas vale tãoooooo a pena!).

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receitas: almoço/jantar

O melhor molho de tomate é este 😬😎🍅

Malta,

Fiz um molho de tomate que, para além de simples, é delicioso! Da primeira vez utilizei-o como topping num wrap caseiro de legumes, mas entretanto experimentei como base de uma pizza e… na mouche! 

Só precisam de:

  • 1 cebola 
  • 2 dentes de alho 
  • Polpa de tomate 
  • Massa pimentão 
  • Alecrim
  • Cebolinho
  • Caril 
  • Sal e azeite q.b.

Então: façam o refogado com a cebola, o alho e o azeite. Assim que alourar, acrescentem 1 colher de café de cada uma das especiarias: massa pimentão, cebolinho, alecrim e caril. Envolvam bem e incorporem uma quantidade generosa de polpa de tomate (utilizei meia chávena). Adicionem umas pepitas de sal e mexam muito bem. Done 👊🏻

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Back 😇

Pessoas bonitas,

Ultimamente não tenho tido o tempo que gostaria para partilhar coisas boas neste espacinho… mas estou de volta! 🙂 

Quero partilhar com vocês uma receita muito simples, saborosa e económica: pudim de baunilha. Inspirei-me numa Panna Cotta vegan que fiz há algum tempo e andei a fazer experiências. Então, para 4 taças, só precisam de:

-1/2 L de leite de soja com sabor a baunilha;

– 1 pau de canela 

– 1 colher de café do sumo de um limão 

– 1 colher de café de agár ágar

Só têm de colocar tudo num tacho e ir mexendo até ferver. Depois deixem arrefecer e coloquem cerca de 2 horas no frigorífico. Está pronto! 😀☺️

A magia do agár agár!!! 

Dicas:

  • Optem por comprar o leite de soja da marca Pingo Doce (é bom e é mais barato);
  • O agár agár deve ser comprado em lojas que vendam produtos biológicos. Eu adquiri um pacote de 50 gramas por 3€37, da Próvida, na loja Natur Ria (Alboi, Aveiro).